Marcas na parede

Dia 18 de Abril foi quando finalmente teve início o Móbile na Metrópole. Chegamos na escola por volta de seis e meia da manhã, nos reunimos com nossos grupos e, então, partimos cada grupo para seu determinado roteiro. Não vou entrar em detalhes sobre isso neste post, pois não é o foco dele.

O que irei falar aqui foi de algo que me impactou ao longo deste primeiro dia.

No roteiro que escolhi, primeiro fomos à comunidade de São Mateus, bairro no extremo leste paulista onde há um grupo chamado “São Mateus em Movimento” que é responsável por um projeto de aproximar essa comunidade às formas de arte, especialmente o graffiti.

Após o almoço, fomos para a conhecida e tradicional Vila Madalena visitar o Beco do Batman, lugar notável pela arte de rua que ali reside.

O que me marcou após estas visitas foi a diferença no viés dos graffitis de São Mateus e do Beco do Batman. Enquanto os da comunidade da Zona Leste apresentavam aspectos mais ligados à identidade afrodescendente e à questões políticas, os do bairro elitista estavam mais focados em realizar uma possível “arte pela arte”, sem buscar algum engajamento ou foco crítico. Além disso, a discrepância de classes sociais entre as duas regiões era gritante.

Acho que isso foi o que mais me marcou neste dia. Próximos dias tem mais impressões sobre o resto do Móbile na Metrópole, aguardem!

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