Minha humilde opinião

Avaliar o projeto do Mobile na Metrópole como um todo com certeza não é um trabalho fácil. O projeto envolve muitas etapas, muitas pessoas, muitas experiências. É muito mais que simplesmente um trabalho pra escola. Por isso, pra ajudar um pouquinho, vou separar o que acho em tópicos.

  • A viagem: particularmente, não encontrei nada na viagem que eu não soubesse que existia. Ao contrário de alguns comentários que ouvi, que se diziam surpresos ao encontrar realidades tão diferentes da nossa, eu não me sentia tão “fora do aquário” assim. Entretanto, saber o que acontece na minha cidade e ver acontecer são coisas diferentes, e por mais que não tenha ficado surpresa, fiquei bem emocionada em diversos momentos. Tive a oportunidade de conhecer figuras incríveis, lugares que eu não frequentava e ter um gostinho de realidades que, agora, eu entendo um pouco melhor. Além disso, tive a maravilhosa oportunidade de conhecer pessoas que eu achava que conhecia e vivenciar experiências incríveis com elas. Sobre a viagem, portanto, não tenho comentários negativos a fazer. Sinto-me muito feliz de poder ter feito parte de algo que incentivou tantas discussões importantes (aliás, peço para que, se possível, os anos seguintes assistam o espetáculo Histeria, que foi a minha parte favorita da viagem).
  • O blog: com certeza, a parte que eu menos gostei de todo o processo. Entendo a intenção dele e sua importância, mas seu efeito em mim foi simplesmente de estresse e frustração. Manter o blog significou, pra mim, um trabalho razo que tirava tempo de outras tarefas importantes, o que tornava inviável dar o meu melhor em qualquer um. Não tenho qualquer laço afetivo com o blog e ele não me impactou como outras partes do processo, o que é uma pena. Entretanto, como sei o que ele representa especialmente para os professores que participam do projeto, infelizmente não tenho uma sugestão do que avaliar no lugar. Só o que posso dizer é que não foi uma etapa que me fez bem.
  • O mini(?)documentário: para levantar um pouco o clima, a minha parte favorita dos trabalhos que tivemos. Possivelmente porque sonho em cursar cinema e ser diretora, essa etapa me tocou muito. Acredito que a ajuda dos tutores (por mais que tenha sido mal aproveitada pelo meu grupo) tenha sido um avanço que resultou em documentários mais desenvolvidos – de acordo com os comentários dos professores -, mas alguns tutores eram mais acessíveis que outros. O Daniel, por exemplo, frequenta a escola duas vezes por semana, uma delas só de tarde. O Fepa, por outro lado, está quase sempre na escola por sua posição de coordenador. Desse modo, talvez fosse positivo incentivar os alunos a contatarem tutores de difícil acesso por e-mail para marcar reuniões, compartilhar informações e eventos do gênero. O Estúdio Crua também foi essencial para o desenvolvimento do documentário; mesmo com uma única reunião de meia hora, elas nos ajudaram a enxergar o que queríamos pro nosso trabalho. Os recursos de auxílio adicionados em 2018 foram sensacionais e devem se manter com certeza! Sem eles, o processo teria sido muito mais exaustivo, e não haveria uma sensação tão intensa de recompensa ao fim.
  • O vídeo processo: a parte menos cansativa de todas pelas quais fomos avaliados. Nos divertimos bastante fazendo e pudemos relembrar todas as partes positivas do trabalho. Acho que essa etapa foi particularmente boa por conta da ótima relação do grupo (algumas pessoas com quem conversei ficaram surpresos que todos se ajudavam e que não brigávamos). Acho que será uma ótima lembrança do ano como um todo.

Enfim, acredito que o processo do Mobile na Metrópole foi, por vezes, cansativo. Por vezes, excessiva e desnecessariamente cansativo. Mas ele também foi uma maneira de nos ensinar a desenvolver a empatia, o trabalho em grupo, o trabalho contínuo, a organização, a lidar com prazos e estresse, entre outros aprendizados que levaremos para a vida com toda a certeza.

E para os professores envolvidos: obrigada pelo ano! De verdade mesmo. Especialmente tratando do assunto que estamos tratando, pude perceber cada vez mais o quanto vocês são bons educadores. Continuem sempre incentivando, porque o que vocês fazem é muito bonito.

Julia

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