MNM: Meu trajeto pelo asfalto

Ouvi durante muitos anos que o maior – e mais importante também – projeto da escola seria o tal Móbile na Metrópole. Escutei diversas vezes que é o mais árduo, porém o mais significativo trabalho acadêmico que faríamos no ensino médio. Mas, como muitas vezes durante a vida, acabei deixando essas informações passarem batido, e acabei me surpreendendo ao perceber em minha vivência que o que eu tinha sido advertida acabou ocorrendo concretamente.
O estudo de campo no centro de São Paulo foi realmente um dos destaques do ano. Mesmo já sabendo utilizar transportes públicos antes de realizá-lo com meus colegas e professores, posso afirmar sem dúvidas que aprofundei minha capacidade de locomoção autônoma e de localização na cidade. Outro aspecto fascinante que me marcou foi andar vendada nas ruas (não se preocupem, fui guiada e protegida durante a atividade), o que me fez contabilizar todos os outros sentidos que possuo para construir minha impressão sobre o ambiente urbano que vivo, mas que muitas vezes não percebo de fato.
Após as discussões e aprendizados da pesquisa de campo, apesar de não ter efetivamente ajudado no tema de nosso projeto, percebi o quão abrangente e impactante aquele tal MNM seria, independentemente de gostar ou não dele.
O trabalho em si de realizar o mini doc e conciliar tempo para realizá-lo junto com este blog e a rotina corrida foi um aprendizado que levo para a vida. Me dei conta de que, alguma hora, eu devia começar a realizar minhas tarefas antes da iminência do prazo para conseguir de fato criar conteúdos interessantes e profundos, fator importante para o segundo semestre do trabalho.
Depois que apresentamos a segunda versão do mini doc para nosso tutor e recebemos a informação de que teríamos que mudar vários aspectos de nosso, inclusive o tema, foi desesperador. Desesperador porque havíamos adotado nossa primeira versão com orgulho de todo o tempo que havíamos investido nela. Neste momento, o distanciamento foi fundamental para polirmos nosso projeto em algo mais refinado é relevante.
Ademais, o convívio com um mesmo grupo durante um ano inteiro de trabalho foi no mínimo revolucionário, considerando que todos os outros projetos em parceiria duram aproximadamente 2 semanas. Tive sorte de cair em um grupo com o qual me entendi bem e desenvolvi uma ética de trabalho agradável, organizada e efetiva.
No geral, me envolvi quase que passionalmente com o MNM, no sentido de que tive relações sentimentais muito potentes durante todo o ano, seja para a felicidade quanto para a raiva. Considero isto algo extremamente positivo, uma vez que é necessário aprender a desenvolver relações de trabalho e de distanciamento do projeto com o fim de chegar em um resultado de fato incrível.
Digo com orgulho que realizei o documentário “Muda” ao lado de Gabriel, Júlia e Marco, e que me emocionei ao ver ele sendo transmitido em uma tela grande de cinema. Esse tipo de momento é, para dizer no mínimo, um tesouro.
Logo, sim, o MNM vai fazer todos os alunos passarem raiva, sentirem que não tem tempo para nada, reclamarem, brigarem com o grupo e se descabelar inteiro; porém ele também vai deixar saudades quando foi embora de vez.
Obrigada a todos que acompanharam os posts do blog e o processo em si.

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