Redação do ENEM

Hoje venho compartilhar minha redação pois já que o tema se relacionava com a internet e eu o conectei com política, julguei ser interessante postar neste blog (contexto concretamente online) sobre jovens e política minha produção textual como cidadã paulista. Segue a transcrição do que escrevi no rascunho do meu carderno de questões:

SOBRE AS ELEIÇÕES DE 2018 E A INTERNET

Em 2018, o Brasil enfrentou o árduo cenário das eleições presidenciais, evento que abriu passagem para diversos debates de cunho polarizado nas redes sociais. Neste contexto, surgiram denúncias de que haveria ocorrido um grande direcionamento de fluxo de notícias sensacionalistas contento informações errôneas – as chamadas “fake news” – com o fim de influenciar os eleitores nas urnas. Assim, coloca-se em pauta: o cidadão apresenta mudanças relevantes de opinião de acordo com o algoritmo aplicado em seu perfil na internet.
Concomitantemente ao seu surgimento, o universo online foi dado como uma ferramenta revolucionária, capaz de potencializar o exercício democrático ao conectar em uma mesma rede interativa pessoas de diferentes estratos sociais, e, portanto, com diferenciados valores éticos e morais. Especulou-se que esse estímulo ao contato entre visões de mundo em polos conflituosos seria benéfico para discussões representativas; no entanto, o que se observa de fato é a criação de perfis baseados inteiramente é estritamente no universo cultural pré-estabelecido do usuário. Deste modo, o algoritmo inibe um coletivo diversificado, produzindo cidadãos alienados que acreditam que seus feeds retratam fidedignamente a realidade brasileira. Logo, a internet deixou de ser um palco difusor de pluralidades para ser um possível empecilho para a política democrática por conta de seus filtros.
Além de propiciar essas barreiras para discussões polarizadas, as redes sociais formentam o direcionamento de fake news com base no histórico do perfil e no levantamento de dados do mesmo, instigando o usuário a reafirmar suas teses por meio de argumentos superficiais, inverossímeis e até mesmo não factuais. Acredita-se que esse método de manipulação tenha sido aplicado não só nas eleições brasileiras de 2018, mas também nas eleições de 2016 nos Estados Unidos que elegeram o atual presidente estadunidense Donald Trump. Com isso, cria-se o assustador cenário em que a política passa a ser diretamente afetada pelo fluxo estimulado de manchetes falsas e chamativas.
Tendo em vista os conflitos provenientes desse código automatizado pelas preferências de seus assinantes, cabe ao Legislativo produzir um projeto de lei que restrinja o uso de algoritmos e/ou filtros e incentive a transparência por parte das empresas que controlam redes sociais, uma vez que é de extrema relevância preservar o livre-arbítrio do indivíduo – questionável no ambiente online e imprescindível para a formação da nação. Sendo esta proposta seguida, as eleições de 2022 podem ter um palco justo de discussões plurais e democráticas, a fim de possibilitar escolhas verdadeiramente autônomas.

Sim, esse texto gigante coube em 30 linhas.

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